Parlamentar é criticado por “carteirada” à PM
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Atuação de parlamentares durante ocorrência da PM gera questionamentos e amplia debate político na capital
A atuação da Polícia Militar do Distrito Federal durante uma ocorrência recente no Distrito Federal escancarou um problema recorrente na política brasileira: o uso do cargo público como instrumento de pressão institucional.
Durante a abordagem que resultou na detenção de uma mulher por desacato e na condução de dois suspeitos por tráfico de drogas, o deputado distrital Fábio Félix, do PSOL, aproximou-se da ação e passou a questionar a conduta dos agentes.
Segundo relatos, o parlamentar tentou interferir na condução da ocorrência, invocando sua posição institucional. A atitude foi interpretada por críticos como tentativa de intimidação da autoridade policial algo que levanta sérias reflexões sobre os limites da prerrogativa parlamentar.
A Polícia Militar manteve a atuação e conduziu a situação conforme seus protocolos operacionais, demonstrando firmeza diante da pressão. Em um Estado de Direito, a lei deve valer para todos, independentemente de cargo ou posição política.
O episódio reacende um debate necessário: deputados têm o dever de fiscalizar, mas não podem ultrapassar a linha que separa fiscalização de interferência direta em ações operacionais. Quando um representante eleito confronta publicamente agentes em serviço, a mensagem transmitida à sociedade é delicada.
A segurança pública depende de autonomia técnica e respaldo institucional. Pressões políticas em meio a ocorrências colocam em risco não apenas a autoridade policial, mas a própria estabilidade democrática.
Fotos : Redes Sociais
Tags:Polícia Militar do DF, Fábio Félix, PSOL, Segurança pública, Câmara Legislativa do DF


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