Pesquisa nacional busca entender desafios das famílias de pessoas com autismo
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Estudo da USP pretende mapear desde o diagnóstico até o acesso às terapias para fortalecer políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista
Uma pesquisa de abrangência nacional está reunindo informações de famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para compreender os principais desafios enfrentados desde os primeiros sinais da condição até o acesso ao diagnóstico e aos tratamentos especializados. A iniciativa é conduzida por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto da Criança e do Adolescente.
O estudo busca identificar as dificuldades encontradas ao longo da jornada das famílias, incluindo o tempo necessário para a confirmação do diagnóstico, o acesso às terapias, o atendimento na rede pública e privada e os impactos da condição na rotina dos responsáveis. Os pesquisadores também querem conhecer as experiências vividas por pais e cuidadores para construir um panorama mais completo da realidade brasileira.
Os dados coletados deverão contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais eficientes e para o aprimoramento dos serviços destinados às pessoas com autismo. Segundo os pesquisadores, compreender os obstáculos enfrentados pelas famílias é fundamental para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e garantir atendimento adequado em todas as regiões do país.
Atualmente, estima-se que milhões de brasileiros estejam dentro do espectro autista. Apesar do aumento da conscientização sobre o tema, muitas famílias ainda enfrentam longos períodos de espera para conseguir avaliações especializadas e iniciar as intervenções necessárias. A pesquisa pretende produzir evidências que auxiliem gestores públicos na formulação de estratégias para reduzir essas desigualdades.
A participação é destinada a pessoas maiores de 18 anos que residam no Brasil e sejam pais, mães ou responsáveis por pessoas com TEA. As respostas são anônimas e irão subsidiar estudos sobre o diagnóstico, o acesso às terapias e as necessidades das famílias, contribuindo para o fortalecimento da assistência às pessoas autistas em todo o país.
Fonte: Jornal da USP
Foto: Freepik



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