Celina age firme após agressão em colégio militar
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Governadora determina afastamento de comandante após filho ser acusado de agredir colega dentro da instituição
A agressão de um aluno do 7º ano do Colégio Militar Dom Pedro II, no Distrito Federal, provocou uma resposta firme do Governo do Distrito Federal. Diante da gravidade do caso e da relação hierárquica envolvendo o pai do adolescente apontado como agressor, a governadora Celina Leão determinou o afastamento do oficial Gilberto Hideki Ueda da função de comandante do Corpo de Alunos da instituição.
O episódio ocorreu na terça-feira (4/8), após uma partida de handebol. Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, os estudantes estavam no vestiário quando o adolescente teria derrubado o colega, se colocado sobre ele e desferido diversos socos no rosto. A intervenção de dois monitores teria interrompido a agressão.
A vítima sofreu fratura multifragmentada no osso nasal e desvio de septo, além de precisar ficar afastada das atividades escolares e físicas por 21 dias.
Um dos aspectos mais preocupantes do caso é o relato de que a vítima teria deixado de reagir por medo de sofrer consequências dentro da instituição, justamente por o outro estudante ser filho de um oficial que ocupava posição de comando no colégio.
A medida também reforça uma postura que já apareceu em outras situações envolvendo agentes públicos: diante de denúncias graves, Celina tem determinado afastamentos e investigações para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam apuradas. Em julho, por exemplo, a governadora determinou o afastamento imediato de um bombeiro de sua equipe de segurança após uma ocorrência envolvendo um policial militar, enquanto as corregedorias instauraram procedimentos para investigar o episódio.
No caso do colégio, a investigação deverá esclarecer todas as circunstâncias da agressão e definir as responsabilidades cabíveis. A ocorrência foi registrada na Delegacia da Criança e do Adolescente, e a vítima passou por exame no Instituto de Medicina Legal.
A resposta do Governo do DF deixa uma mensagem objetiva: escola deve ser lugar de aprendizado, disciplina e proteção — nunca de violência ou privilégio.
A decisão de Celina também coloca no centro da discussão a responsabilidade do poder público de garantir que crianças e adolescentes sejam protegidos dentro das instituições de ensino, independentemente de quem sejam seus pais ou de qual posição ocupem.


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