Em decadência eleitoral, Paula Belmonte vê derrota se aproximar

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Com percentual próximo de 7%, candidata perde espaço político, vê aliança com Arruda se afastar e tenta ampliar exposição na propaganda eleitoral

Redação

A reta final da disputa pelo Governo do Distrito Federal coloca Paula Belmonte diante de um cenário cada vez mais difícil. Com percentual que não ultrapassa 7% nas pesquisas, a candidata do PSDB enfrenta uma sequência de movimentos políticos que reduziram suas possibilidades de crescimento na corrida pelo Palácio do Buriti.

O quadro se agravou após a repercussão das informações sobre dívidas envolvendo empresas ligadas a Paula e ao marido, Luís Felipe Belmonte. O episódio trouxe novo desgaste à campanha justamente em um momento em que a candidata precisava ampliar sua presença entre os eleitores e consolidar alianças para tentar avançar na disputa.

Outro revés veio com a mudança do cenário envolvendo José Roberto Arruda. A candidatura que Paula esperava poder transformar em uma aliança acabou não se concretizando. Com Arruda fora da disputa, o PSD declarou apoio à candidatura de Celina Leão, afastando ainda mais a possibilidade de uma composição política capaz de fortalecer a campanha tucana.

A movimentação do PSD ganhou peso com a desistência de Ronaldo Fonseca da candidatura ao Senado. O então candidato deixou a disputa para apoiar Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, reforçando a reorganização do campo político conservador no Distrito Federal.

Sem a aliança que poderia alterar o equilíbrio da disputa e com os números das pesquisas mostrando dificuldade para crescer, Paula passou a apostar ainda mais na exposição eleitoral. É nesse contexto que surge uma nova controvérsia envolvendo sua propaganda.

Documento apresentado à Justiça Eleitoral aponta que a Federação PSDB/Cidadania teria quatro posições destinadas à candidatura ao Governo do DF em determinados blocos da televisão, mas Paula apareceu em 12 inserções. O levantamento também identificou peças da candidata ocupando espaços destinados às candidaturas proporcionais.

A representação sustenta que não se trataria de um episódio isolado e afirma que a federação já havia sido alvo de questionamento anterior por situação semelhante. A Justiça Eleitoral chegou a determinar a suspensão de propaganda considerada irregular, com previsão de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
O episódio expõe a pressão sobre uma campanha que chega à reta final sem conseguir romper a barreira dos 7%. Enquanto adversários consolidam alianças e ocupam posições mais competitivas nas pesquisas, Paula Belmonte precisa encontrar uma forma de transformar os últimos dias de campanha em uma reação capaz de modificar um cenário que, até agora, permanece desfavorável.

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