PMs de São Paulo passam por capacitação para abordagem de pessoas com TEA

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Treinamento busca preparar agentes para agir com mais sensibilidade e segurança em ocorrências envolvendo autistas

Cerca de 300 policiais militares de São Paulo participaram de um curso de capacitação voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa tem como objetivo preparar os agentes para lidar de forma mais adequada, técnica e humanizada em situações de abordagem.

O treinamento foi realizado em parceria com um centro especializado no atendimento a pessoas autistas e abordou temas essenciais para o cotidiano policial. Entre os conteúdos apresentados, estão as diferenças entre comportamentos típicos e aqueles relacionados ao neurodesenvolvimento, além de estratégias para evitar conflitos e reduzir situações de estresse durante abordagens.

Durante a capacitação, especialistas destacaram a importância da comunicação clara e da postura dos agentes. Manter a voz calma, explicar cada ação com paciência e oferecer tempo para que a pessoa compreenda o que está acontecendo são atitudes fundamentais para evitar o agravamento de situações.

O tenente-coronel Helder Antônio de Paula, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, destacou que a iniciativa surgiu da necessidade de ampliar o conhecimento técnico dos agentes para garantir um atendimento mais adequado às pessoas com TEA, respeitando suas particularidades e assegurando seus direitos.

Outro ponto reforçado foi a necessidade de reconhecer sinais que podem ser confundidos com resistência ou desobediência, mas que, na realidade, fazem parte das características do transtorno. A orientação é que os policiais atuem sempre que possível em dupla e priorizem a segurança física e emocional de todos os envolvidos.

A iniciativa também reforça a importância de um serviço público mais preparado para atender à diversidade da população, garantindo não apenas a segurança, mas também o respeito e a dignidade das pessoas autistas.

Com ações como essa, a expectativa é que as forças de segurança avancem na construção de uma abordagem mais inclusiva, reduzindo riscos e promovendo um atendimento mais consciente e eficiente.
Foto: Metroles

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