Casal é preso em operação da PCDF por golpe que desviava pagamentos para Pix

Publicado em: 17/08/2026 15:54Tags: , , ,

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Investigação aponta invasão de sistemas de corretoras de seguros e alteração de dados de pagamento para direcionar clientes a chaves Pix fraudulentas

Kelly Souza

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/DECOR), com apoio da Polícia Civil de São Paulo, deflagrou nesta segunda-feira (17) a Operação “Desvio de Rota”, que resultou na prisão de um casal investigado por um esquema de fraude envolvendo pagamentos de apólices de seguros.

Os suspeitos, um homem de 28 anos e uma mulher de 26, são investigados por invadir sistemas de corretoras de seguros e alterar, de forma indevida, a modalidade de pagamento de apólices de clientes.

Segundo a investigação, cobranças que originalmente seriam feitas por débito em conta ou boleto eram modificadas para pagamento via Pix.

Após alterar os dados nos sistemas das corretoras, os suspeitos entravam em contato com os clientes por meio do WhatsApp, fazendo-se passar pelas próprias empresas.

Nas mensagens, os criminosos alegavam supostos problemas no débito automático e ofereciam descontos de até 5% para convencer as vítimas a realizar o pagamento por Pix.

O dinheiro, porém, era direcionado para chaves Pix fraudulentas controladas pelo esquema.

A investigação avançou a partir da análise de vestígios digitais e financeiros deixados pelas ações criminosas, o que permitiu aos investigadores identificar os suspeitos e solicitar os mandados judiciais.

Nesta segunda-feira, foram cumpridos dois mandados de prisão e de busca e apreensão contra o casal na cidade de Guarulhos, em São Paulo. Durante a operação, dispositivos digitais foram apreendidos e serão encaminhados para exames periciais.

A PCDF informou que as investigações continuam para identificar outras pessoas que possam estar envolvidas no esquema e verificar se os investigados possuem participação em outros crimes patrimoniais registrados no Distrito Federal.

Os envolvidos são investigados pelos crimes de invasão de dispositivo informático e estelionato qualificado pelo meio eletrônico. Somadas, as penas podem chegar a 12 anos de reclusão.

A operação reforça a importância de atenção redobrada ao receber mensagens relacionadas a pagamentos de seguros. Mesmo quando a comunicação aparenta ser enviada pela própria empresa, alterações na forma de cobrança devem ser confirmadas diretamente pelos canais oficiais da corretora ou seguradora.

Tags:
PCDF, Crimes Cibernéticos, Pix, Segurança

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