Semob suspende revisão tarifária e amplia auditoria
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Secretária Sandra Holanda detalha medidas para aumentar a transparência dos contratos do transporte público e reforçar o controle sobre os subsídios pagos às concessionárias do DF
A secretária de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Sandra Maria Holanda, afirmou que a atual gestão está promovendo uma reorganização administrativa para ampliar a transparência dos contratos firmados com as empresas concessionárias do transporte coletivo. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade.
Natural de Pernambuco e engenheira mecânica formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Sandra assumiu a Secretaria de Transporte e Mobilidade há cerca de um mês, a convite da governadora Celina Leão. Segundo ela, uma das primeiras medidas adotadas foi a publicação de uma portaria suspendendo temporariamente as revisões tarifárias das cinco operadoras que atuam no sistema de transporte público do Distrito Federal.
De acordo com a secretária, a decisão foi motivada pela necessidade de uma análise aprofundada dos contratos em vigor desde 2013. A intenção é realizar uma auditoria externa independente para compreender melhor a metodologia utilizada na composição das tarifas e nos processos de reequilíbrio econômico-financeiro.
Sandra destacou que a iniciativa busca oferecer mais clareza para a população, para o governo e para as próprias empresas concessionárias. A expectativa é que os resultados da auditoria contribuam para aperfeiçoar a gestão do sistema e fortalecer a confiança dos usuários.
Durante a entrevista, a secretária também explicou que o Distrito Federal possui mecanismos de controle sobre o número de passageiros transportados diariamente por meio do sistema de bilhetagem eletrônica. Entretanto, ela reconheceu que ainda existem pontos que podem ser aprimorados, especialmente no monitoramento de usuários que têm acesso gratuito ao transporte, como idosos que atualmente não precisam passar pelas catracas.
Outro tema abordado foi o programa Vai de Graça, que completou um ano de funcionamento. Segundo Sandra, a iniciativa registrou um aumento aproximado de 60% no número de passageiros durante os períodos contemplados pela gratuidade. Para a gestora, o impacto vai além da mobilidade urbana, contribuindo diretamente para o aquecimento da economia local.
Ela ressaltou que o transporte público é um direito constitucional e funciona como ferramenta de acesso a outros direitos fundamentais, como saúde, educação, trabalho e lazer. Por isso, defendeu que políticas de incentivo ao uso do transporte coletivo geram benefícios sociais e econômicos para toda a população.


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