Wilder admite câmeras em policiais se eleito
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Candidato do PL ao Governo de Goiás disse que pretende discutir a adoção do equipamento com a Polícia Militar nos primeiros 100 dias de uma eventual gestão
Kelly Souza
O candidato do PL ao Governo de Goiás, senador Wilder Morais, admitiu a possibilidade de adoção de câmeras corporais nos uniformes de policiais militares caso seja eleito.
Na segunda-feira (14), durante entrevista à Rádio Sucesso, Wilder afirmou que pretende discutir o tema com a Corregedoria da Polícia Militar e integrantes da corporação nos primeiros 100 dias de um eventual governo.
“Como também se decidir não ter, eu também vou ficar com a corporação”, declarou o senador durante a entrevista.
A fala abriu espaço para a possibilidade de implantação da tecnologia em Goiás, condicionada à avaliação dos próprios integrantes da Polícia Militar.
Nesta terça-feira (15), no entanto, Wilder adotou um discurso mais contrário à medida e afirmou ser “terminantemente contra” o uso dos equipamentos nas fardas policiais.
A declaração inicial também chamou atenção por destoar da posição adotada pelo candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, que tem se manifestado contra a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais por policiais.
Flávio argumenta que uma fiscalização permanente pode prejudicar a atuação dos agentes de segurança e fazer com que policiais hesitem durante ocorrências por receio de responsabilização posterior.
O debate sobre as câmeras corporais ganhou força nos últimos anos em diferentes estados e também chegou ao Supremo Tribunal Federal, especialmente em discussões envolvendo a Polícia Militar de São Paulo.
Com as declarações feitas em momentos distintos, Wilder primeiro abriu espaço para discutir a implantação dos equipamentos com a corporação e, posteriormente, manifestou posição pessoal contrária à medida.
Tags: Wilder Morais, Polícia Militar, câmeras corporais, Goiás


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